Genetica do Envelhecimento
Cientistas europeus anunciaram neste domingo (7/2) a descoberta de mutações genéticas associadas com o envelhecimento em humanos. O grupo analisou mais de 500 mil variações genéticas espalhadas pelo genoma para identificar as mutações, que se encontram próximas ao gene chamado Terc.
A novidade foi publicada na revista Nature Genetics. Nilesh Samani, professor de cardiologia da Universidade de Leicester, no Reino Unidos, um dos coordenadores da pesquisa, explica que há duas formas de envelhecimento.
A primeira é o envelhecimento cronológico, isto é, a quantidade de anos vividos, e a segunda é o biológico, no qual as células de um indivíduo são mais novas (ou mais velhas) do que sugere a idade real.
“Há cada vez mais evidências de que o risco de doenças associadas à idade, entre as quais problemas no coração e alguns tipos de câncer, está mais intimamente ligada à idade biológica do que à idade cronológica”, disse Samani.
“Estudamos estruturas chamadas telômeros, que são partes do cromossomo. Indivíduos nascem com telômeros de determinado comprimento e em muitas células eles encolhem à medida que envelhecem e que as células se dividem. O comprimento do telômero é, por conta disso, considerado um marcador do envelhecimento biológico”, explicou.
O grupo de cientistas observou que as pessoas com variantes genéticas específicas tinham telômeros mais curtos e eram biologicamente mais velhas.
“Dada a associação entre telômeros mais curtos com doenças relacionadas à idade, os resultados da pesquisa levantam questões sobre se tais indivíduos que têm uma determinada variante têm risco mais elevado de desenvolver tais doenças”, apontou Samani.
As mutações identificadas estão próximas ao gene Terc, que já se sabia ter uma papel importante na manutenção do comprimento dos telômeros. “O que nosso estudo sugere é que algumas pessoas são geneticamente programadas para envelhecer mais rapidamente”, disse Tim Spector, professor do King's College London e coordenador da pesquisa.
“Esse efeito se mostrou mais acentuado nos indivíduos com as variantes, que apresentaram o equivalente a três ou quatro anos de envelhecimento biológico conforme medido pela perda no comprimento dos telômeros. Essas pessoas podem envelhecer ainda mais rapidamente quando expostas a situações que se mostraram prejudiciais aos telômeros, como fumo, obesidade ou falta de exercícios físicos”, disse.
O artigo Common variants near TERC are associated with mean telomere length (DOI:10.1038/ng.532), de Nilesh Samani e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Genetics em www.nature.com/naturegenetics.
Genoma da Soja
A primeira leguminosa a ter seu genoma sequenciado é a soja, em pesquisa destacada na edição de 14/1/2010 da Nature. O sequenciamento da soja, destaca a revista, abre o caminho para melhorias no cultivo que poderão ter grande impacto na produção de alimentos e até mesmo na geração de energia.
A soja é hoje uma das mais importantes plantas cultivadas em todo o mundo para a produção de alimentos e de óleo e tem grande capacidade de fixar o nitrogênio atmosférico por meio de simbiose com microrganismos presentes no solo.
Após mais de 15 anos de pesquisa, um grupo internacional de pesquisadores conseguiu sequenciar 85% dos 1,1 bilhão de pares de base da soja, por meio da técnica conhecida como “shotgun do genoma completo”, por meio da qual o genoma é “explodido” em fragmentos pequenos e sequenciado em larga escala.
No artigo, Scott Jackson, do Departamento de Agronomia da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, e colegas destacam que o trabalho será importante referência para decifrar a genética de mais de 20 mil outras espécies de leguminosas.
A Nature ressalta que o trabalho de sequenciamento ajudará a compreender a capacidade da soja em transformar dióxido de carbono, água, luz solar, nitrogênio e outros minerais em energia, proteína e nutrientes para uso tanto humano como animal.
“A soja e outras leguminosas têm papel fundamental na segurança alimentar global e na saúde humana, sendo usadas em uma ampla gama de produtos, como farinha, leite, substitutos da carne, tofu, óleo e biodiesel. Essas novas informações sobre a genética da soja poderão levar ao desenvolvimento de variedades que produzam mais proteína e mais óleo, que se adaptem melhor a condições climáticas adversas ou que sejam mais resistentes a pragas e a doenças”, destacou Molly Jahn, da divisão de pesquisa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
O artigo Genome sequence of the palaeopolyploid soybean (doi:10.1038/nature08670), de Scott Jackson e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.
Cancer e Alzheimer
Pessoas com doença de Alzheimer podem ter menos risco de desenvolver câncer. E pacientes com câncer teriam chances menores de desenvolver Alzheimer. A relação entra as doenças foi descrita em artigo publicado no site da revista Neurology, publicação da Academia Norte-Americana de Neurologia.
“Descobrir as ligações entre essas duas condições poderá nos ajudar a compreendê-las melhor e a abrir novas avenidas para possíveis tratamentos”, disse Catherine Roe, da Escola de Medicina da Universidade Washington em Saint Louis, um dos autores do estudo.
Os pesquisadores analisaram 3.020 pacientes com mais de 65 anos que foram acompanhados por uma média de cinco anos cada um de modo a verificar se desenvolviam demência e por uma média de oito anos para observar o desenvolvimento de tumores.
No início do estudo, 164 pessoas (5,4%) estavam diagnosticadas com Alzheimer e 522 (17,3%) com câncer. Durante a pesquisa, 478 pessoas desenvolveram demência, característica associada à doença de Alzheimer, e em 378 houve nova manifestação de câncer invasivo.De acordo com o estudo, para aqueles que tinham Alzheimer no início da pesquisa, o risco de desenvolver câncer foi reduzido em 69% em comparação com aqueles que não tinham Alzheimer.
Para indivíduos caucasianos que tinham câncer no começo do estudo, o risco de desenvolver Alzheimer foi reduzido em 43% em relação àqueles que não tinham diagnóstico de câncer. Os resultados, segundo os pesquisadores, não foram evidentes para grupos minoritários.
Fonte: Agencia FAPESP
Curso New Approaches In Drug Discovery
Curso ministrado em inglês, pelo professor visitante Dr. Hugo Kubinyi, da Universidade de Heidelberg, Alemanha, pesquisador de renome, com ampla experiência na academia e na indústria (ex-BASF), em pesquisa e desenvolvimento de fármacos. Público-alvo: alunos de pós-graduação, graduação, pesquisadores da academia e indústria, e público interessado em geral.
Inscrições
Para se inscrever no curso "New Approaches In Drug Discovery", preencha o formulário de inscrição clicando aqui.
Programa
Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010
11:00-12:00 → Drug Research - Introduction / Lead Discovery
14:00-15:00 → Chemical Similarity and Biological Activities
15:15-16:15 → Chemical Biology and Chemogenomics
16:30-17:30 → Ligand-Receptor Interactions
Quarta-Feira, 20 de Janeiro de 2010
10:00-11:00 → Combinatorial Chemistry in Drug Discovery
11:15-12:15 → Drug Metabolism
14:15-15:15 → Prodrugs
15:30-16:30 → 3D QSAR – CoMFA and CoMSIA
Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010
10:00-11:00 → Structure-Based Ligand Design
11:15-12:15 → Computer-Aided Ligand Design
14:15-15:15 → Pharmacophore Searches and Virtual Screening
15:30-16:30 → Fragment-based Ligand Design
Sexta-Feira, 22 de Janeiro de 2010
10:00-11:00 → Serine Proteases and their Inhibitors
11:15-12:15 → New Approaches in Malaria Research
14:15-15:15 → New Approaches in Tuberculosis Research
15:30-16:30 → Problems in Drug Discovery
Período: 19 a 22/01/2010
Local: Instituto de Química - USP
Sala: Anfiteatro Vermelho (0662), Bloco 6 Superior
Av. Prof. Lineu Prestes, 748 - Butantã
São Paulo, SP.
Visualizar Instituto de Química - USP no Google Mapas.
Fonte: IQ/USP
VI Curso de Verao em Bioinformatica
Tema: NOVA GERAÇÃO DE SEQUENCIADORES: IDENTIFICAÇÃO DE MUTAÇÕES GENÔMICAS EM LARGA-ESCALA
Objetivos do Curso
O curso tem por objetivo principal apresentar um cenário real de elaboração e execução de um projeto em Bioinformática para alunos de graduação e/ou pós-graduação. Serão oferecidos conhecimentos fundamentais sobre as ferramentas de bioinformática desenvolvidas para tratar as questões biológicas relacionadas ao tema e discutidas algumas estratégias sobre como abordá-las.
Formato do Curso
O curso divide-se em duas partes, uma Teórica Introdutória e outra Prática. A parte Teórica Introdutória tem o objetivo de apresentar um problema biológico, assim como as abordagens de Bioinformática que podem ser utilizadas para estudá-lo. A atividade Prática consistirá da maior parte do curso, dedicada a investigar o problema biológico apresentado através de abordagens computacionais e experimentais. Serão formados grupos com alunos de diversas áeras de conhecimento, promovendo uma discussão multidisciplinar para resolução do problema a ser investigado. Desta forma, o curso propõe um cenário real para a utilização da Bionformática.
Número de vagas: 20.
Carga horária: 75 horas.
Datas
Período de inscrição: 03/11/2009 a 08/01/2010.
Divulgação dos selecionados 11/01/2010.
Confirmação dos selecionados:18/01/2010.
Período do curso: 25/01/2010 a 05/02/2010.
Maiores informações:
cvbioinfo@lgmb.fmrp.usp.br
http://lgmb.fmrp.usp.br/cvbioinfo/